CASTELO BRANCO. (Camilo) - UM LIVRO. [DED. AUTOR]

800,00 €


Estado del lote: Bueno (muy pocas señales de uso)

Autor: CASTELO BRANCO. (Camilo)

Idioma: Português / Portuguese


Por Camillo Castello Branco. 3.ª Edição, novamente e accrescentado com um prefacio. Por Thomaz Ribeiro da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Em Casa de Viuva Moré - Editora. Porto. 1866.

De 18x12 cm. Com 235 págs. Encadernação com lombada em pele com um rótulo e ferros a ouro. Pastas revestidas em papel marmoreado, corte das folhas dourado à cabeça e folhas de guarda marmoreado. Inclui fita marcadora em seda.

Exemplar com dedicatória do autor ao seu amigo de Perreira de Melo, na folha de anterrosto, ligeiro furo de traça praticamente não notável, da pasta anterior à pág. 135, carimbo oleográfico da Livraria Ferreira de José Ferreira na folha de rosto, ligeiros acastamentos ligeiros próprias de papel.

Impresso na Typografia Commercial, Porto. Contém no verso da folha de rosto citações de D. F. Manoel de Mello e Almeida Garrett, e páginas seguintes em numeração romana com prefácio da segunda, datada de 28 de Setembro de 1857, e da terceira edição, de Maio de 1865. Inclui dedicatória do autor a José Barbosa e Silva, e um prefácio de Tomás Ribeiro, é particularmente interessante porque faz uma apreciação da produção literária de Camilo e procura enquadrar a obra poética no conjunto da sua carreira.

Uma das obras da fase inicial da vasta carreira literária de Camilo Castelo Branco, publicada originalmente em 1857. Trata-se de uma coletânea de versos e poesias líricas, marcada pelo forte pendor sentimental e melancólico característico do Ultraromantismo português.

Na nota de abertura de edições posteriores, o próprio autor confessa ter dado os versos à estampa com receio da crítica, descrevendo a obra como "bagatelas que têm um pouco de coração e mais nada". Apesar das suas hesitações, o livro esgotou rapidamente na primeira edição, tendo sido revisto, emendado e expandido pelo escritor ao longo dos anos (como nesta célebre terceira edição lançada em 1865 pela Casa da Viúva Moré)

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, 1825 - São Miguel de Seide, 1890) é um dos maiores romancistas e novelistas do século XIX e autor de diversas obras de erudição, crítica literária, poesia, teatro e polémica, deixando um vasto epistolário. O seu estilo caracteriza-se por uma prosa muito rica, tendo como influências os grandes escritores portugueses do séc. XVI e XVII. Situa-se numa linha da prosa portuguesa que influenciou escritores como Agustina Bessa Luís. Teve uma vida bastante dificultada pelas complexidades da época para os autores, mas doi o primeiro escritor português a viver dos seus escritos literários e jornalísticos. Suicidou-se em 1 de Junho de 1890 após começar a sofrer de cegueira.

Tomás António Ribeiro Ferreira, conhecido como Tomás Ribeiro (Parada de Gonta, Tondela, 1831 - Lisboa, 1901), formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1855, e exerceu durante pouco tempo a profissão de advogado. Foi poeta, escritor e político, tendo desempenhado vários cargos públicos, incluindo o de Ministro e Secretário-Geral do Governo da Índia. Na literatura, destacou-se como poeta do Ultrarromantismo, sendo uma das suas obras mais conhecidas D. Jaime. 

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